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Folhear (ainda que virtualmente) um editorial bem feito é um dos grandes prazeres da vida. A sequência, numa situação dessas, é sem dúvida algo como *palavrão* Como eles pensaram nisso? *palavrão* Por que EU não pensei nisso antes *palavrão* *suspiro* *estado de conformação* Preciso testar algo parecido um dia *paixão* Preciso mostrar isso pra alguém, e por aí vai. E foi entre um e outro estágio da fase *palavrão* que eu descobri que, além de querer testar algo parecido algum dia, a fotógrafa que fez este trabalho magnífico para o editorial de outono de 2010 da Dress to Kill Magazine foi Karine Basilio, uma fotógrafa brasileira que merece sete salvas de palmas pela qualidade e bom gosto destas fotos. Elegancia, arquitetura, styling impecável e New York apresentando muito além de um editorial de moda, apresentando um fashion show. E depois de passado o estágio de suspiros e paixões para chegar na fase Preciso mostrar isso pra alguém, decidi trazer pra vocês. Não precisa me agradecer e preparem os *palavrões*.
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Boa sexta, Atelliê.
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Irina Vodolazova e Heather por Karine Basilio para Dress to Kill Magazine (Fall 2010)








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__Porque eu gosto mesmo é de deixar as pessoas curiosas. Spoilerzinho da próxima session.
Xoxo
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__Pra começar bem esse dia, vamos exaltar a preguicinha… e se Djavan me permitisse copiar alguns de seus versos para compor esse post, seriam estes:
“Um dia frio, um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você, eu sem você não vivo”
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__A modelo é a Ester Bernardes, na sua casinha em Henley…inveja desse friozinho quando aqui em UDI tá um calor terrivel e a umidade do ar faz meu nariz parecer o Saara. (damn!) Se alguém souber como fazer uma dança da chuva aí, please, deixa as instruções nos comments!
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Boa Quinta-feira pra vocês, Atellie!
Xoxo
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À Beira do Mar Aberto foi um experimento arriscado e facilmente envergonhativo, realizado sem planejamento prévio na minha última semana de férias. Eu e Marcus Vinícius, o modelo, não nos conhecíamos mais do que alguns dois ou três recados via orkut e munidos apenas de uma mala de roupas e um kajal decidimos nos encontrar pela primeira vez momentos antes do sol se pôr, a hora mágica da fotografia, e se aventurar em um photoshooting.
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O título da sessão veio de uma das crônicas de mesmo nome do fantástico Caio Fernando Abreu e eu achei que todo o drama daquelas palavras foram igualmente (modéstia) retratados pelo drama que eu consegui alcancar com o resultado de: luz mágica, perspectivas duvidosas e uma maquiagem (?) mais duvidosa ainda. Não tentem imaginar a reação das pessoas vendo uma miniatura de fotógrafa e um jovem maquiado vagando pelo parque enquanto as criancinhas faziam seus passeios de férias. Não tentem. Trocando em miúdos, deixo vocês com o release oficial (?) da série e os excertos do texto de Caio.
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“Um diálogo entre a sombra e a luz, elementos indispensáveis para a composição de uma fotografia e de uma personalidade. As fotografias que compõem À Beira do Mar Aberto apresentam retratos da luz emoldurada; luz do sol, emoldurada pelas sombras das árvores ao entardecer, luz dos olhos, emoldurada pelas sombras e pesos enraizados em qualquer personalidade humana. Será necessário que o leitor destas imagens participe deste diálogo e entre em contato consigo mesmo e com sua própria dosagem de sombras, medos e prostrações, para definir se a atitude do olhar do personagem que olha sempre à frente e ao sol é de receio ou desbravamento. Será necessário que cada leitor ponha-se à beira de seu próprio mar, aberto de possibilidades, e decida enfrentá-lo, tomando por coragem o brilho dos olhos, ou apenas fitá-lo com timidez acreditando que é mais forte que o brilho, as sombras escuras que servem de moldura aos mesmos olhos.”

"...e novamente me tomas e me arrancas de mim me desguiando por esses caminhos conhecidos onde atrás de cada palavra tento desesperado encontrar um sentido, um código, uma senha qualquer que me permita esperar por um atalho onde não desvies tão súbito os olhos, e parado aqui do teu lado, sem que me vejas, lentamente afio as pedras e as facas do fundo das minhas pupilas, para que a noite não me encontre outra vez insone."

"...mas quando desvio meu olho do teu, dentro de mim guardo sempre teu rosto e sei que por escolha impossível recuar para não ir até o fim e o fundo disso que nunca vivi antes e talvez tenha inventado apenas para me distrair nesses dias onde aparentemente nada acontece."

"...talvez tenha (te) inventado apenas para me distrair nesses dias onde aparentemente nada acontece e tenha inventado quem sabe em ti um brinquedo semelhante ao meu para que não passem tão desertas as manhãs e as tardes buscando motivos para os sustos e as insônias e as inúteis esperas ardentes e loucas invenções noturnas."

"...Me enveneno mais quando não vens e ninguém então me sabe parado feito velho num resto de sol de agosto, escurecido pela tua ausência."

"...o vento e novamente o vento que bate em teu rosto, esse mesmo que não me olha agora, raramente, teu olho bate em mim e logo se desvia, como se em minhas pupilas houvesse uma faca, uma pedra, um gume, teu rosto mais nu que sempre, à beira-mar, com esse vento a bater e a revolver teus cabelos e pensamentos."

"... E lentamente caio cada vez mais fundo e já não consigo voltar à tona porque a mão que me estendes ao invés de me emergir me afunda mais e mais enquanto dizes e contas e repetes essas histórias longas, essas histórias tristes, essas histórias loucas como esta que acabaria aqui, agora, assim, se outra vez não viesses e me cegasses e me afogasses nesse mar aberto que nós sabemos que não acaba assim nem agora nem aqui."

"...E de novo então te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida."
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Espero que vocês gostem, Atelliê.
Caso deseje enviar dúvidas, sugestões, comentários, críticas, beijinhos ou depósitos bancários: livia@atelliefotografia.com.br
Boa Sexta, dear all.
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Que se retirem os sistemáticos de plantão, mas eu tenho algo a dizer: Fotografia é um lance de sorte e não tem outra. Tá certo, você precisa entender como a sua câmera funciona e como ela vai reagir à luz, mas sorte e criatividade vão além de qualquer barreira fotográfica.
Ok. Diversão vai além também. Fotos retiradas DAQUI, algumas imagens em que a sorte deu uma mãozinha pra gente dar um risinho nesta quase sexta-feira.
Bom fim de semana, Atelliê.
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“Eu sempre pensei que boas fotos são como boas piadas. Se você tem que explicá-las, não são tão boas assim”
Anônimo
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__Quando Deus ficou totalmente entediado e não aguentava mais ouvir os anjos com suas harpas, permitiu que o homem descobrisse uma de suas mais gloriosas obras… em uma manhã ensolarada no fim dos anos 40, proferiu as palavras mágicas:
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E que se faça o Rock n’ Roll
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__Com a mais absoluta certeza ele não estava se referindo somente à música, mas também à atitude! E atitude rock n’ roll e fotografia são quase almas gêmeas… logo, posto aqui pra vcs um pouquinho de um ensaio totalmente do Rock… Que diga-se de passagem também foi fruto de uma manhã fria de sol!
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__Well… that’s it. Hope u like it.
Xoxo