
......Eis que em uma bela manhã do verão de 2009 as armações wayfarer invadem o Brasil, as estampas xadrez tomam conta das nossas baladas, os lacinhos se espalham pelas cabeças, pelas cinturas, pelos pés e tudo seria muito bonito, cinematográfico e fotogênico se os cadillacs e kombis voltassem a circular tocando seus twist and shout por aí. A verdade é que a moda retrô voltou feito um BUM, criando um louvor efêmero e patético ao estilo vintage que, embora pareça uma paixão e um modo de vida, já começa a dar lugar para os florais da primaveira que teima em discutir-relação com esse clima seco que paira junto com cópias igualmente secas de Gagas Restarteando pela sociedade, provando que tudo é apenas mais uma maré fashionista.
......Entre modinhas que vem e que vão, é bonito ver pessoas que têm seu Estilo independente das ondas fashion. ‘Personalidade própria’, embora pareça redundante, é algo que tem se tornado cada vez mais fácil de se distinguir e de se apaixonar devido a presença da sensibilidade que é marcada por uma linguagem que parte do coração e um bombardeio de cores e emoções que saem da alma, muito diferente de um arco-íris estampado nas calças, nas hastes dos óculos ou nos cadarços dos tênis.
......Trombamos dia após dia com esses plágios coloridos pelas ruas, mas não é fácil trombar com uma photostream tão autêntica como a da artista Ba Moretti. Um trabalho que exala as cores e climas dos anos 70 de forma peculiar e digna da atenção do público Atelliê por mostrar uma fotografia que seduz, não por usar marcas e estampas da moda, mas por causar marcas de sorriso nos nossos rostos ao mostrar estampas suaves da atmosfera de um coração sensível. Veja só, Atelliê:
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Mil desculpas à Ba Moretti, por dividir sua primeira aparição no Atelliê com a Família do Momento e mil desculpas aos Atellietes pela minha ranzinzisse filosófica às vesperas do final de semana. Prometo me redimir breve.
Cya, Atelliê.

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À Beira do Mar Aberto foi um experimento arriscado e facilmente envergonhativo, realizado sem planejamento prévio na minha última semana de férias. Eu e Marcus Vinícius, o modelo, não nos conhecíamos mais do que alguns dois ou três recados via orkut e munidos apenas de uma mala de roupas e um kajal decidimos nos encontrar pela primeira vez momentos antes do sol se pôr, a hora mágica da fotografia, e se aventurar em um photoshooting.
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O título da sessão veio de uma das crônicas de mesmo nome do fantástico Caio Fernando Abreu e eu achei que todo o drama daquelas palavras foram igualmente (modéstia) retratados pelo drama que eu consegui alcancar com o resultado de: luz mágica, perspectivas duvidosas e uma maquiagem (?) mais duvidosa ainda. Não tentem imaginar a reação das pessoas vendo uma miniatura de fotógrafa e um jovem maquiado vagando pelo parque enquanto as criancinhas faziam seus passeios de férias. Não tentem. Trocando em miúdos, deixo vocês com o release oficial (?) da série e os excertos do texto de Caio.
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“Um diálogo entre a sombra e a luz, elementos indispensáveis para a composição de uma fotografia e de uma personalidade. As fotografias que compõem À Beira do Mar Aberto apresentam retratos da luz emoldurada; luz do sol, emoldurada pelas sombras das árvores ao entardecer, luz dos olhos, emoldurada pelas sombras e pesos enraizados em qualquer personalidade humana. Será necessário que o leitor destas imagens participe deste diálogo e entre em contato consigo mesmo e com sua própria dosagem de sombras, medos e prostrações, para definir se a atitude do olhar do personagem que olha sempre à frente e ao sol é de receio ou desbravamento. Será necessário que cada leitor ponha-se à beira de seu próprio mar, aberto de possibilidades, e decida enfrentá-lo, tomando por coragem o brilho dos olhos, ou apenas fitá-lo com timidez acreditando que é mais forte que o brilho, as sombras escuras que servem de moldura aos mesmos olhos.”

"...e novamente me tomas e me arrancas de mim me desguiando por esses caminhos conhecidos onde atrás de cada palavra tento desesperado encontrar um sentido, um código, uma senha qualquer que me permita esperar por um atalho onde não desvies tão súbito os olhos, e parado aqui do teu lado, sem que me vejas, lentamente afio as pedras e as facas do fundo das minhas pupilas, para que a noite não me encontre outra vez insone."

"...mas quando desvio meu olho do teu, dentro de mim guardo sempre teu rosto e sei que por escolha impossível recuar para não ir até o fim e o fundo disso que nunca vivi antes e talvez tenha inventado apenas para me distrair nesses dias onde aparentemente nada acontece."

"...talvez tenha (te) inventado apenas para me distrair nesses dias onde aparentemente nada acontece e tenha inventado quem sabe em ti um brinquedo semelhante ao meu para que não passem tão desertas as manhãs e as tardes buscando motivos para os sustos e as insônias e as inúteis esperas ardentes e loucas invenções noturnas."

"...Me enveneno mais quando não vens e ninguém então me sabe parado feito velho num resto de sol de agosto, escurecido pela tua ausência."

"...o vento e novamente o vento que bate em teu rosto, esse mesmo que não me olha agora, raramente, teu olho bate em mim e logo se desvia, como se em minhas pupilas houvesse uma faca, uma pedra, um gume, teu rosto mais nu que sempre, à beira-mar, com esse vento a bater e a revolver teus cabelos e pensamentos."

"... E lentamente caio cada vez mais fundo e já não consigo voltar à tona porque a mão que me estendes ao invés de me emergir me afunda mais e mais enquanto dizes e contas e repetes essas histórias longas, essas histórias tristes, essas histórias loucas como esta que acabaria aqui, agora, assim, se outra vez não viesses e me cegasses e me afogasses nesse mar aberto que nós sabemos que não acaba assim nem agora nem aqui."

"...E de novo então te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida."
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Espero que vocês gostem, Atelliê.
Caso deseje enviar dúvidas, sugestões, comentários, críticas, beijinhos ou depósitos bancários: livia@atelliefotografia.com.br
Boa Sexta, dear all.
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__Porque tem dias que a gente acorda querendo mudar o mundo.
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2:48 - Linchamento de Thomas Shipp e Abram Smith, 1930
2:51 - I Have a Dream, MartinLuther King, 1963
2:57 - Liston contra Ali: Get Up And Fight, 1965
3:00 - Bomba atómica ‘Fat Man’, Nagasaki, 1945
3:05 - A queda de Berlin, 1945
3:11 - Dia D, Praia de Omaha, 1944
3:16 - Atentado da Al-Qaeda em Madrid, 2004
3:21 - Massacre de Kent-State, 1970
3:25 - A queda de Paris, 1940
3:30 - Ganghi, 1948
3:36 - Atentado da Al-Qaeda em Londres, 2005
3:41 - A conquista do Evereste, 1953
3:45 - Atentado da Al-Qaeda em Madrid, 2004
3:50 - Neil Armstrong, o primeiro homem na Lua, 1969
3:55 - Ataque a Pearl Harbour, 1941
4:00 - A queda de Saddam Hussein, 2003
4:05 - Os Beatles, 1969
4:10 - O Titanic, 1912
4:15 - Homem em queda, atentado ao World Trade Center, 2001
4:20 - Ataque com napalm durante a guerra do Vietname, 1972
4:25 - Incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, 1911
4:31 - Winston Churchill, 1945
4:37 - ‘VJ Day’, dia da vitória sobre o Japão, Nova Iorque, 1945
4:41 - A morte de Che Guevara, 1967
4:47 - Che Guevara, 1960
4:51 - Execução de um prisioneiro no Cambodja, 1968
4:56 - O Holocausto, 1944
5:01 - 9 segundos de voo, os irmãos Wright, 1903
5:08 - Trincheira, 1ª Guerra Mundial, 1917
5:12 - Os ‘3 Grandes de Yalta’: Churchill, Roosevelt e Estaline, 1945
5:17 - Bandeira americana em Iwo Jima, 1945
5:21 - A catedral de São Paulo durante o Blitz, Londres, 1940
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__É hoje… Logo mais estaremos todos em total frenesi, gritando, sofrendo, bebendo, chorando, sorrindo, amaldiçoando o Galvão e cantando todas aquelas musiquinhas do Futebol Brasileiro. E sim, seremos Brasileiros assumidíssimos… vou aproveitar a ocasião pra soltar um #ProntoFalei porque ouvi um milhão de conversinhas fiadas no estilo “Ah, Brasileiro só torce pelo país na Copa”, “Se todo mundo tivesse o mesmo empenho nas eleições…” e quer saber? Que discurso mais antigo e inadequado! Que tanto esse povo gosta de ir contra as manifestações de felicidade? Isso pra mim é coisa de gente ranzinza e Nimbus (O do contra da Turma da Mônica). Não tô questionando se eles tem ou não razão (se eu fizesse isso, escreveria o maior post de toda história da Internet! hahahaha), tô só defendendo a oportunidade de sentir orgulho de um país, manifestar isso, e toda forma de alegria que seja possível… sinceramente, não existe mal algum em torcer!
__ Mas crianças, moderação hein? Sem xiliques, nada de gritar no ouvido do coleguinha e muito menos ficar fazendo zona bagunça na rua depois dos jogos. A Tia Lali tá de olho! ¬¬” No mais… quero ver um milhão de fotos da torcida, do jogo e tudo mais que mereça ser registrado!
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__Fiquem com Deus…e acho que não volto mais hoje (6)
Xoxo
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__Me perdoem pelo título brega do post, mas eu não resisto quando tenho a oportunidade de mandar um “han han…entendeu o trocadilho?” - hahahaha… enfim, imaginem comigo a seguinte situação: Você tem um trabalho pra entregar no dia seguinte, mas ainda não passou as fotos pro PC, até aí tudo lindo, porque a edição das fotos nem é tão complicada assim.
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Só que quando você coloca o cartão no leitor, seu coração para por uma fração de segundo, o sangue gela… NÃO, você não viu o fantasma da Dercy, muito pior… a mensagem com aquela bolinha vermelha habitada por um X invade a tela… “Unidade Corrompida”. AAAHHHH! O desespero do momento não te permite raciocinar, e você já vai pensando no quanto está completamente ferrado, melhor dizendo… o quão corrompido ficará você (ui!) se não der um jeito de arrumar tudo! hahahaha… Eis que ocorre um pensamento, sua memória vai parar lá naquele almoço de família de 2007 quando seu primo fala que o tio do sobrinho do irmão do vizinho do namorado da cunhada do compadre do Fulano conseguiu recuperar umas fotos de um cartão formatado. Automaticamente o São Google já pula na tela e como sempre, ajudando a salvar vidas… tu acha um programinha que chama Zero Assumption Recovery 8.5. Não tem mais nada a perder, e quer com todas as suas forças zelar pela sua integridade física e moral, logo… coloca o parangolé pra funcionar… cada segundo que passa é um martírio, mas depois de umas 12 horas (sim, demora demais mesmo…) como se fosse mágica, as fotos aparecem, você até esfrega os olhinhos pra ter certeza de que é real, e digo mais…fotos de uns 3 meses atrás aparecem também. É felicidade derramando pelas beiradas… tanta, que o mínimo que se pode fazer é compartilhar esse software bacanudo no blog.
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__Se um dia você passar por um aperto parecido, já sabe pra onde correr.
PS: Dizem que também funciona para recuperar dados de pen-drives e derivados. Não testei, mas não custa tentar.
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Um Fim de Semana MARA pra vocês.
xoxo
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……….Como todo e qualquer humano eu também tenho os meus vícios e o maior deles é correr desesperadamente atrás de tudo que pode me inspirar, principalmente quando isso envolve duas das minhas grandes paixões: Fotografia e Literatura. Eu passo horas diante do computador, e quando finalmente o photoshop dá um descanso vou passear por sites de fotografias ou citações e acalmar meu coração. E é nessa hora que eu falo em voz alta para meu monitor com brilho reduzido: Bendita seja a Santa Internet das almas carentes de inspiração visual. Tá certo que foi a mesma santa que batizou asneiras, como (por favor, não atire as pedras) Farmville e Formspring, mas é aqui também que a gente acha as imagens que, numa cidade desprovida de museus, você talvez nunquinha na vida veria.
……….E é no meio de todo esse buzz de redes sociais que as asneiras sociais se proliferam e as pessoas começam a perder a noção. O twitter se transforma no portal internacional do “Tô com fome” de manhã e do “Fui tomar banho” no fim do dia. O formspring (perdoem-me os preconceitos) se transforma num talk show onde anônimos sem serviço ou coragem fazem pessoas normais se sentirem importantes a ponto de ter uma Central Fale Conosco sempre pronta a responder se seu docinho preferido é brigadeiro ou beijinho, ou para casos mais complexos, se a pedrinha em cima da montanha rola ou não rola. Seguindo toda esta wave bombardeadora estão as imagens, fotos, ilustrações e outras artes digitais que, igualmente apreciadas pelo público, caíram na rede…
e caso você queira encontrá-las, basta acessar uma das páginas pessoais destes sites, como por exemplo o Tumblr ou o We heart it.

……….Duas conhecidas ferramentas de micro-blogging, o Tumblr já conquistou seu espaço até mesmo no Brasil e é uma fonte sem fim para os amantes da fotografia, principalmente aqueles que se deixam levar pelo mundo fashion, conceitual ou ainda os eternos apaixonados por ilustrações, filmes, polaroids e estilos retrô. Ambos os sites, e vários outros que seguem a mesma linha, mais se parecem com os antigos diários adolescentes com colagens de tudo que parecia interessante, e bota coisa interessante nisso mais uma vez graças à Santa Nete.
……….Um Universo de Vantagens, né? (O Unibanco que me perdoe a paródia) Mas a resposta é, Não. Um Universo tão universal de infinitas vantagens oferecendo prazer visual em detrimento do prazer cultural. Tudo se mistura tanto nesta galáxia de diários virtuais que fontes são perdidas, referências são perdidas, créditos são perdidos e você não pode imaginar de onde saiu aquela foto ou aquela ilustração que você vê estampada entre inúmeras nas páginas x.tumblr.com. Achou bacana? Quer conhecer mais do artista? #Fail Tente mais tarde. O que te resta é favoritar, nadar às cegas pelas tantas, belas e desconhecidas opções e afirmar juntamente com outras zilhares de pessoas: We Heart It Nós amamos isto, mas não fazemos idéia do que seja!
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E se, depois de tanta ranzinzisse, eu ainda tiver direito de dar uma dica, aqui está:
Bom fim de semana, Atelliê.
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