
Quando não houver saída, quando não houver mais solução; Ainda há de haver saída Nenhuma idéia vale uma vida...

Quando não houver esperança, quando não restar nem ilusão; Ainda há de haver esperança: Em cada um de nós há algo de uma criança...

Quando não houver caminho, mesmo sem amor, sem direção... A sós ninguém está sozinho: É caminhando que se faz o caminho...

Quando não houver desejo, quando não restar nem mesmo dor; Ainda há de haver desejo em cada um de nós aonde Deus colocou...

Enquanto houver sol, enquanto houver sol....
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Fotos registradas no Hospital do Câncer durante a ronda palhacística dos Anjos da Alegria. Sem dúvidas um dos trabalhos mais emocionantes já clicados pelos flashes do Atelliê.
atellie@atelliefotografia.com.br

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… Complementando a idéia do último post da LaLi: ter uma boa câmera não te garante uma boa foto. Jon Maisel afirmava que a santíssima trindade do registro fotográfico é “cor, luz e gesto”, já eu acredito no poder da composição. Não pode-se contar com boa luz, as cores não chamam muita atenção, mas até com uma câmera de celular se faz um bom enquadramento e uma composição de se dizer “Nossa!“. Pra mim o que vale é o “Nossa“. Saiu um “Nossa” a foto é boa.
… Tá bom, mas e até chegar lá? É preciso ter a idéia e o pior de tudo é preciso ter ferramentas (não leia equipamentos, leia ferramentas improvisadas de 5ª categoria) para que a tal foto se concretize. Após debates gigantescos divididos em uns 3 encontros + encontros virtuais, conseguimos bolar algumas idéias pra começar a série The Show Must Go On. O conceito era bom, as idéias eram surpreendentes, mas e as ferramentas? E os figurinos? E o caixa-dois?
… Uma bela manhã de domingo, tinhamos um plano: A Bailarina na porta do London Pub e o Palhaço desempregado pegando a estrada. Montar o palhaço não era NADA fácil… Tirando a minha participação especial com a minha cara de palhaça
, não tínhamos mais nenhum acessório, além do improviso. Calça de moletom ok, meias divertidas ok, suspensórios falsos ok, uma gaiola, uma sanfona, uma caixa, retalhos, maquiagens e mais tudo que pudesse ser colorido e pertinente de improvisação. Mas havia um GRANDE problema: nenhuma peruca, nenhum dinheiro para peruca, nenhuma loja aberta às 12 horas de domingo… Colar uma peruca no ps para *cada* foto da sessão daria um trabalho absurdo até que achamos uma loja de 1,99, vasculhamos literalmente de cima em baixo e o máximo que encontramos foram papéis para embrulhar bala delícia e decorar mesa de festa infantil. Bingo!! Dirigimos para a estrada enquanto os papéis eram costurados (sim, costurados) numa boina (parte do material pertinente levado). UFA! Tinhamos um palhaço.
… O palhaço foi construído no meio da rodovia em meio a mil buzinas. Me vesti, Nika me produziu e era impressionante como tudo que nós levamos achou o seu lugar na composição do palhaço. Me preocupei em enxer uma caixa de coisas, até que pronunciei a frase que acabaria com aquele domingo:
….. — Nika, esqueci o Nariz. ![]()
… Continuamos a sessão. Não houve paz, houveram gritos e Nika de cara feia. Achei que o Atelliê iria ruir, mas o máximo que conseguimos foi um palhaço desnarizado.
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