
Feriado passado eu fui rever o Horizonte Belo das Minas Gerais. Após minhas tantas horas de viagem, eu prontíssima para fotografar novamente o pôr-do-sol urbano mais bonito que eu já vi na vida (depois de Uberlândia, claro – descubra o porque AQUI) imaginem só o meu susto ao descobrir que o cartão de memória da minha câmera tinha ficado dentro do leitor de cartão do notebook: Em Casa! Imaginem então o meu segundo susto ao descobrir que todas as câmeras que encontrei por perto, das quais eu podia usar emprestado a memória, usavam cartão SD ao invés de cartão XD, mas o ápice do meu susto-combo, veio quando parti para o tradicional passeio belorizontino pela Igrejinha da Pampulha. Céus, um passeio pelo ícone niemeyerzense da cultura mineira e eu sem poder fazer ao menos um clique?
Seria depressão demais para o meu lado fotografeiro, e foi então que no meio de todos aqueles gringos com suas Canons penduradas no pescoço e no meio de todos aqueles casais de namorados tirando fotos-bração-esticado, com suas mini-sonys que eu saquei minha Action Sampler da bolsa e fui clicar a igrejinha. Já contei em um post passado que a câmera não conta com nenhum tipo *útil* de viewfinder, o que te faz torcer para que o acaso seja seu amigo, apontar a câmera para uma direção provável e cleeeeeeeeeckt (sim, afinal ‘click’ é um som moderno e rápido demais para todo o barulho do disparo da Lomo Two-Two).

Tudo teria sido lindo demais se eu não tivesse usado um filme tão sensível (ASA 400) para um dia tão ensolarado como aquele. Tudo teria estado sob controle demais, se eu não tivesse visto uma girafa no mesmo dia. SIM, uma girafa. A primeira vez na vida que eu vi uma girafa e não contava com uma bela teleobjetiva. A Lomozinha tentou dar conta do recado mas, do modo como eu sempre digo, de braços dados com a imprevisibilidade.

A Girafa. <3

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