Em recente passeio pelo Rio de Janeiro, Ronan Turnes é o convidado do dia para nos contar as suas impressões sobre a cidade maravilhosa.

Passeie com ele, Atelliê.

 

Samba, futebol, carnaval, bossa-nova, Pão de Açucar, boêmia, Corcovado… Essas são algumas palavras que vem à nossa mente quando pensamos na cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Admito que no momento que planejei minha segunda viagem à capital carioca também pensei em outra: fotografia.

Assim como todos os visitantes do Atelliê, também sou fascinado pela arte de registrar a nossa visão do mundo através das lentes de uma câmera. E nos dias que antecederam a viagem eu já organizava meu itinerário, pensando em como fazer essa ou aquela foto. Lembrei-me, então, que eu estava à caminho da mesma cidade que frequêntemente estrela os noticiarios na nossa TV, trazendo mais uma palavra à já citada lista: violência.

No entanto, não me deixei abalar. Resolvi que levaria, por segurança, a velha companheira câmera 35mm, além da digital e do celular. Sim, meu celular teve um papel importantíssimo na viagem, pois no mundo internético e facebookiano de hoje eu não poderia deixar de atualizar assiduamente – para o sofrimento de meus contatos – meu álbum de viagem.

Resolvi visitar, desta vez, os lugares comuns do cotidiano carioca – nada de Cristo Redentor, de bondes do Pão de Açucar e outros pontos turísticos tradicionais apinhados de turístas ansiosos para tirarem suas fotos em poses clichês. Nessa minha segunda viagem, eu tinha como intenção registrar o Rio de Janeiro de uma forma intimista, focando nas pequenas belezas da cidade mais conhecida do Brasil.

Munido de três câmeras fotográficas – a 35mm dediquei aos lugares mais movimentados, onde o risco de assalto seria maior; usei a digital em locais seguros e nas poucas fotografias noturnas; e o celular, com um aplicativo de efeitos fotográficos instalado, foi usado para situações que requiriam praticidade e discrição – vaguei pelas ruas, becos e vielas do Rio de Janeiro, sempre atento à movimentos furtivos à minha volta.

Já de volta às terras catarinenses, posso garantir que ter a oportunidade de fotografar uma cidade tão linda – seja em belezas naturais ou na arquitetura barroca dos séculos passados – é algo que me faz querer voltar sempre que possível. Honestamente, algumas das fotos que fiz me decepcionaram – gostaria de ter uma máquina do tempo pra voltar e fazer aquela foto de forma diferente – enquanto outras me deixaram imensamente orgulhoso. Mas acredito que essa é a sina de qualquer fotógrafo que se preze, pois a arte da fotografia é um eterno aprendizado. É sempre procurar ultrapassar o limite do comum, se sobressair e impactar de alguma maneira aquele que contempla sua obra. Foi com esse pensamento que parti rumo ao Rio, e é com esse mesmo pensamento que espero ter a oportunidade de viajar e registrar a beleza e a cultura das mais diversas regiões desse enorme país, o Brasil.

 

 

 

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