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Robert Doisneau
Vou começar com uma curiosidade: Esta é a 30ª semana da coluna Em Quadros aqui no Atelliê Fotografia. Uau, mais de seis meses falando sobre (e fazendo) arte sem parar. Se isso fosse um curso em faculdade, hoje teria prova. Mas, ufa, a proposta desta publicação vai ser bem diferente, até porque tem muito leitor que está mesmo em semana de provas ou época de vestibular.
Pois é, vamos pegar leve até mesmo nas reflexões. A ideia é fazermos um apanhado geral, ou uma conclusão, dos assuntos que conversamos nos últimos tempos, muito bem acompanhados de obras que conseguem ser boas agradar os gregos e os troianos da produção cultural, também conhecidos como crítica e público.

Sebastião Salgado
Lembra o que conversamos semana passada, sobre alguns dividirem a arte entre superior e inferior, com coisas feitas seguindo os conceitos de alguns eruditos (que seria “boa”) e outras feitas para conquistar as massas (que seria “ruim”). Mas, quer saber? Se você quiser entediar um grupo de estudantes do tema, ou mesmo um grupo de artistas com a cabeça mais contemporânea, é só tocar nesse assunto.
É que em 2011 são muitos os nomes que conseguem fazer um produto cultural bem feito que agrada a muita gente, justamente por sua qualidade. E não, isso não é de hoje. Um exemplo drástico é o teatro grego, que atraía multidões na Antiguidade e é de qualidade inquestionável. Enfim, por mais que a gente encontre exemplos assim ao longo da História, parece que até um tempo atrás as coisas precisavam ser chatas para ter a atenção dos especialistas e fracas para ganhar o coração do povo. Que bom que isso acabou.

Annie Leibovitz
Os principais motivos pra isso são o desenvolvimento das teorias e do ensino técnico, assim como o mercado competitivo que requer uma produção cada vez mais contínua e original. Quem mais tem ganhado com isso é quem ama arte, em diversos dos seus âmbitos.
Pode ser no cinema, com diretores que conseguem criar obras de grande apuro técnico e estético, mas ainda assim levar multidões ao cinema. Ou também as bandas que chegam ao número 1 das paradas, mas ainda assim fazem trabalhos interessantes e relevantes musicalmente.

Rankin
Sabe o conceito de “cinza”, de algo que não é nem branco nem preto? Vivemos em uma época em que a produção cultural não é alta nem baixa, mas se encontra em diversos níveis entre um conceito e outro. A arte é “cinza”, nos mais bonitos de seus tons. Sorte a nossa que podemos criar e desfrutar com liberdade.
De presente, ficam essas imagens em preto-e-branco para (ironicamente) ilustrar o texto e essa ideia.
Até semana que vem.

Cartier-Bresson

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