Jorge Sato é publicitário por formação e lomógrafo por experiência. Nas últimas semanas, tivemos o prazer de conferir de perto duas de suas exposições e batemos um papo exclusivo com o fotógrafo. Com um trabalho focado em lomografia, Sato nos contou que este tipo de fotografia apareceu na sua vida como um meio de transição entre o digital e o analógico, oferecendo uma chance de suavizar essa mudança e experimentar as infinitas possibilidades criativas, tudo ao mesmo tempo.
A fotografia de Sato é totalmente embasada em uma disputa entre controlar a exposição e deixar um espaço ao acaso, mas ele também nos disse o quanto é importante ter uma ideia pré-definida na sua cabeça e depois de decidi-la é preciso passar dias fotografando a mesma coisa e torcendo para que o acaso ajude com o timing e um pouquinho de sorte.
Você precisa estar na hora certa, no lugar certo, mas a hora certa pode demorar horas pra chegar. ![]()
Expô: Lomografia
Durante o mês de abril, 40 imagens feitas com uma câmera lomográfica compacta, a LC-A, e assinadas por Jorge e por Caito Ortiz estavam em exposição na loja Amoreira, na zona oeste de São Paulo. O objetivo da mostra era, além de promover a fotografia, possibilitar e incentivar o ato de colecionar, uma vez que todas as fotos estavam a venda em diversos formatos.
Embora a lomografia seja conhecida por ser uma linguagem simples e informal, o trabalho dos artistas em exposição revelavam imagens únicas fruto de uma maior elaboração desta linguagem. Infelizmente a exposição já terminou, mas nós estivemos por lá e trouxemos um pouquinho do resultado pra vocês neste vídeo:
Expô: Olhográfico

Terminada a mostra na Amoreira, Jorge Sato inaugura uma nova exposição, a Olhográfico, na Galeria Tripolli, em São Paulo. Desta vez o tema apresentado é uma ‘leitura lomográfica’ da arquitetura de Oscar Niemeyer.
A proposta de Sato não era apenas registrar as formas clássicas da arquitetura do mestre, mas reconstruir ‘Niemeyer sobre Niemeyer’. Com a ajuda de jogos possibilitados pelas câmeras lomográficas, o resultado que podemos perceber nas imagens é a recriação da arquitetura clássica de Niemeyer em um universo todo onírico.
A mostra conta com fotos, dentre outros, do Museu do Índio, Concha Acústica e a Catedral Metropolitana em Brasília; Memorial da América Latina, Oca e Auditório do Ibirapuera em São Paulo.






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