
“Foi numa tarde atarefada no trabalho, com longos relatórios a serem feitos e inúmeros emails a serem respondidos, que encontrei na minha caixa de entrada do Outlook um email da assessoria de comunicação interna da empresa na qual trabalho avisando à todos os colaboradores que, uma exposição de fotografias da National Geographic, “Real People, Real Places, Real Fauna”, seria exibida ali no hall de entrada da empresa.
Eu, como uma pessoa apaixonada pelos documentários e tudo mais que a NatGeo produz, corri logo no primeiro dia da exposição, para conferir todas as fotos e fiquei realmente muito impressionado com o que eu vi ali. A proposta do conjunto de fotos era captar o planeta Terra como um “ser vivo”, incluindo tudo que nele existe, e posso dizer que a mesma foi alcançada com louvor através de imagens de animais em seu habitat natural ou em lugares inóspitos e gelados, belezas naturais do mundo e suas maravilhas. Mas devo confessar que, como futuro antropólogo que sou, o que mais me impressionou foram aquelas fotografias em que as pessoas apareciam como protagonistas das cenas. Muitas delas captavam de uma forma surpreendente a essência da vida humana como, por exemplo, uma família que vivia em um local congelante no norte da Noruega, a exuberância das culturas mundanas representada pela expressão facial indiferente de uma Gueisha no Japão, o sofrimento de uma jovem refugiada de guerra do Afeganistão após a invasão da União Soviética no país.

A verdade é que ao sair daquela exposição, me senti honrado em poder observar todas aquelas impressões e ler todas as mensagens escritas naquelas imagens: capítulos escritos na história e traduzidos ali naquelas fotografias. Me resta a esperança de poder consumir mais e mais aulas constantemente dadas pela National Geographic sobre a grandiosa e colorida esfera em que vivemos!”
Depoimento e Fotos da exposição: Matheus Pinheiro, estudante de Ciências Sociais e leitor do Atelliê Fotografia. (Belo Horizonte – MG)




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