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Emoção à flor d…os cabelos.

Hoje é dia de emoções em terras de Atelliê. Tenho o imenso prazer de mostrar para vocês a atitude tocante de Suellen Maia cedendo suas longas madeixas para as pessoas que tiveram as suas tomadas pelo câncer.

Suellen foi a única participante brasileira a colaborar com o movimento canadense The Hair Dare e é o depoimento dela que a gente lê hoje no blog do Atelliê.

Emocione-se. :)

 

The Hair Dare. — por Suellen Maia

Tudo começou sem querer. A Grace perguntou no facebook quem tinha 20cm de cabelo pra cortar, e eu prontamente disse que tinha mais do que isso. Passou um tempo e eu recebi um e-mail dizendo algo do tipo: “então, vamos cortar em fevereiro?”, me assustei, não estava pronta pra cortar ainda, mas não confessei pra ninguém. Pensei nas pessoas que além de doentes ainda teriam sua auto estima arrastada lá pra baixo por perder todo o cabelo em sessões de quimioterapia ou em acidentes provocando a perda do cabelo pra sempre. A única coisa que pensei foi “eu posso”.

Assim surgiu o The Hair Dare comecei então a me empolgar com a idéia, fui atrás de uma instituição pra doar aqui no Brasil, porque a Grace e as outras 8 meninas estão todas no Canadá, assim como as instituições que elas encontraram. Vou dizer que não foi fácil, (mas o Gugu me ajudou hahaha) uma amiga que sabia que eu estava procurando me contou que ele tinha feito uma reportagem falando das escalpeladas na Amazônia e assim uma instituição, o Doe Sua Moldura, apareceu lá ajudando. Lembrei que já tinha visto o site deles e corri lá pra ver de novo. Eles já tinham parceria com um salão, o Studio Fred, então liguei, marquei e fui. Falei com o André Felipe e na mesma hora ele se prontificou a tirar as fotos e ficaram lindas. :)

Eu estava gostando muito do meu cabelão, eu não queria cortar e então resolvi doar, foi o caminho inverso, mas não me arrependi de maneira alguma. Graças a Deus meu cabelo cresce, e bastante, todos os dias, e de forma alguma fiquei careca. Muitas pessoas não podem dizer o mesmo. Para mulheres e crianças o cabelo é algo muito importante, e quando estão doentes ou sofrem algum acidente, ter que lidar com a perda do cabelo é ainda mais triste, a auto-estima vai pras cucuias e isso não ajuda em tratamento e reinserção social dessas pessoas.

Tenho respondido à pergunta do “mas por quê?” com um belo “porque eu posso!” :) E sei que muita gente por aí também pode, então, por que não?

Fotos por André Felipe de Medeiros

E aí, Atelliê? Ainda precisa de um empurrãozinho melhor para começar a semana?

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Um Comentário

  1. Se eu soubesse que teria foto minha, teria feito a barba!

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