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#2015em3fotos – fotógrafos convidados mostram seus melhores trabalhos de 2015

#2015em3fotos


Seja no fim de um semestre ou no fim de um ano inteiro, vez ou outra você vê uma postagem parecida com essa aqui no Atelliê. É que de tempos em tempos, resolvo encurralar convidar alguns fotógrafos (e amigos) para uma reflexão sobre quais imagens vem definindo e delimitando as suas carreiras na fotografia.

Para a terceira edição dessa brincadeira, pedi a 10 fotógrafos (e entrei na brincadeira também) que resumissem o melhor de 2015 em apenas 3 fotos. Veja só o resultado desse desafio:

1. Jorge Sato
2. Maria Emilia Dinat
3. Tallyton Alves
4. Lucas Silvestre
5. John Weslley
6. Hick Duarte
7. Erika de Faria
8. Ricardo Diamante
9. Jhonatas Silva
10. Luciana Faria

(Relembre a primeira lista, publicada no meio de 2013; e a segunda, publicada no final de 2014)

Jorge Sato

site oficial
Como escolher as três melhores fotos do ano é uma tarefa árdua, decidi escolher imagens que representaram momentos importantes durante o ano. No assunto “diversão”, a escolhida foi o carnaval no Aterro do Flamengo com o Bloco do Sargento Pimenta, meu bloco predileto há anos.

No campo da cultura, a exposição “Frida Kahlo – conexões entre mulheres surrealistas no México” no Instituto Tomie Ohtake. O Surrealismo sempre foi uma das minhas principais fontes de referência para criar as múltiplas exposições e as narrativas fantásticas.

No domínio do “social” a foto escolhida foi uma das Manifestações contra a Reorganização das Escolas Estaduais de São Paulo, já que é um assunto importante e ainda está em processo de conclusão.”

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Maria Emilia Dinat

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Fotografei nossa primeira viagem internacional apenas com o celular. Fomos em um café histórico em Buenos Aires. A iluminação do café era apenas essa, luz de janela. Era tudo que eu precisava.

Fotografei nossa primeira viagem internacional apenas com o celular. Fomos em um café histórico em Buenos Aires. A iluminação do café era apenas essa, luz de janela. Era tudo que eu precisava.

 

Passei momentos deliciosos com minha família em 2015. Adoro levar a família para passear, fazer roteiro de gente grande. Eles se interessam por tudo e eu amo fotografa-los com essa carinha de curiosidade. Alimento nosso blog com essas nossas fotos do nosso cotidiano.

Passei momentos deliciosos com minha família em 2015. Adoro levar a família para passear, fazer roteiro de gente grande. Eles se interessam por tudo e eu amo fotografa-los com essa carinha de curiosidade. Alimento nosso blog com essas nossas fotos do nosso cotidiano.

 

Em 2015 nasceu o VIP ( Very Interesting People), meu trabalho com retratos femininos sem retoque de photoshop. Com direção fotográfica bem livre, fotografo o lado mais wild e style de cada uma.

Em 2015 nasceu o VIP ( Very Interesting People), meu trabalho com retratos femininos sem retoque de photoshop. Com direção fotográfica bem livre, fotografo o lado mais wild e style de cada uma.

 

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Tallyton Alves

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Pra essa missão quase impossível de escolher as 3 melhores fotos do ano de 2015 eu contei com critérios baseados no público que me acompanha nas redes sociais e também pela estética agregada ao valor sentimental da fotografia.

Então foram escolhidas: a foto mais curtida, a foto mais comentada e um retrato muito especial.

A primeira foto surgiu quando depois de muito tempo fotografando bastante em estúdio resolvi me aprofundar novamente nas externas e na iluminação natural. Pra isso, decidi fazer um ensaio boudoir com a modelo Vanessa Gualberto e serviu pra eu me reencontrar com o tipo de foto que eu fazia bastante no inicio… o resultado me agradou bastante!

A segunda foto foi um ensaio pro material da Carol Dias, uma modelo que eu sempre acompanhava e tinha muita vontade de clicar! Fiquei feliz do resultado final ter ficado à altura do potencial dela, outro detalhe interessante é que o Skate, que faz parte da composição da foto, foi conseguido poucos minutos antes do ensaio por um vizinho que ia se desfazer dele por estar velho demais, mas esse foi um detalhe que enriqueceu a foto, mais um exemplo que a fotografia nos dá de que basta ter sensibilidade pra enxergar a beleza nas coisas simples ou consideradas inutilizáveis por muitas pessoas.

A última foto foi um retrato que serviu pra brindar minha amizade com a fotografa Lívia Fernandes que sempre me deu maior apoio e incentivo! Quando fiquei sabendo que da oportunidade em que eu teria de conhece-la e retratá-la, minha única preocupação era de conseguir transmitir algo tão intenso quanto o valor da nossa amizade juntamente com a delicadeza e bondade que a Lívia tem dentro de si, e transmite a todos, e ter conseguido fazer isso em forma de fotografia que é a arte que nos aproximou, foi demais!

 

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Lucas Silvestre

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Fui a casa da Jovana para realizarmos um ensaio temático que eu havia idealizado há um bom tempo e estava angustiado para tirá-lo do papel. Quando acabamos, decidimos fazer um after job. O resultado, eu amo demais. O fato de ter sido feito na casa dela, deixou tudo muito mais natural. Dentre todas as fotos, essa que escolhi é a minha preferida. Eu amo a força que o olhar tem e o tanto de mensagens que ele pode passar -- quando vou fazer retrato, o que mais trabalho com a modelo é o olhar e esta foto me passa tanta confiança e convicção que achei que ela deveria estar aqui.

Fui a casa da Jovana para realizarmos um ensaio temático que eu havia idealizado há um bom tempo e estava angustiado para tirá-lo do papel. Quando acabamos, decidimos fazer um after job. O resultado, eu amo demais. O fato de ter sido feito na casa dela, deixou tudo muito mais natural. Dentre todas as fotos, essa que escolhi é a minha preferida. Eu amo a força que o olhar tem e o tanto de mensagens que ele pode passar — quando vou fazer retrato, o que mais trabalho com a modelo é o olhar e esta foto me passa tanta confiança e convicção que achei que ela deveria estar aqui.

"O Delicado da Cidade" surgiu em um momento em que eu estava precisando MUITO de encontrar algum tipo de paz ou leveza na cidade. Eu não aguentava mais ser bombardeado diariamente por notícias e coisas ruins, daí tive a ideia de levar algo que pudesse saciar essa minha vontade e de primeira já pensei em um projeto fotográfico que envolvesse bailarinas. Esta foto foi feita na Avenida Paulista e representa exatamente tudo o que eu quis mostrar desde o começo, a confusão da cidade e uma bailarina tranquila no meio de tudo isso. Sem contar que é o meu primeiro projeto fotográfico que sai do papel.

“O Delicado da Cidade” surgiu em um momento em que eu estava precisando MUITO de encontrar algum tipo de paz ou leveza na cidade. Eu não aguentava mais ser bombardeado diariamente por notícias e coisas ruins, daí tive a ideia de levar algo que pudesse saciar essa minha vontade e de primeira já pensei em um projeto fotográfico que envolvesse bailarinas. Esta foto foi feita na Avenida Paulista e representa exatamente tudo o que eu quis mostrar desde o começo, a confusão da cidade e uma bailarina tranquila no meio de tudo isso. Sem contar que é o meu primeiro projeto fotográfico que sai do papel.

Primeiramente, eu gosto muito dessa foto porque, na minha opinião, ela tem um pequeno (bem ralo mesmo) 'quê' de Daryan Dornelles -- um dos meus maiores ídolos na fotografia. E em 2015 eu estive muito envolvido com a fotografia de shows. Não encerrei um mês sem fotografar ao menos um -- aumento surpreendente em relação aos outros anos. Escolhi uma imagem do Hélio Flanders porque foi um dos cantores que mais tive contato durante esse ano, a fotografia fez do Hélio um grandessíssimo amigo e é um compositor que tem grande poder de me traduzir também. Hélio tem uma relação muito pessoal com a arte e eu admiro muito isso e me espelho nele para, quem sabe um dia, imergir tanto assim neste universo artístico também.

Primeiramente, eu gosto muito dessa foto porque, na minha opinião, ela tem um pequeno (bem ralo mesmo) ‘quê’ de Daryan Dornelles — um dos meus maiores ídolos na fotografia. E em 2015 eu estive muito envolvido com a fotografia de shows. Não encerrei um mês sem fotografar ao menos um — aumento surpreendente em relação aos outros anos. Escolhi uma imagem do Hélio Flanders porque foi um dos cantores que mais tive contato durante esse ano, a fotografia fez do Hélio um grandessíssimo amigo e é um compositor que tem grande poder de me traduzir também. Hélio tem uma relação muito pessoal com a arte e eu admiro muito isso e me espelho nele para, quem sabe um dia, imergir tanto assim neste universo artístico também.

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John Weslley

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Meu ano de 2015 não poderia ter sido melhor… nele, tive a oportunidade de conhecer e fotografar pessoas incríveis que já estou ansioso para fotografar novamente! Não me lembro o fotógrafo que disse isso, mas certa vez ouvi falar que nossa fotografia fala muito sobre quem somos e quando estava separando as fotos para a publicação e procurei arquivos que ilustrassem muito bem meu ano, minha vida profissional e particular.

Gostaria de comentar, especialmente a foto do casal. Quando eles me procuraram, me foi pedido que fizesse fotos que realmente transmitissem emoções e, ao mesmo instante, a personalidade deles. Quando eu fiz essa fotografia entendi que, mesmo se o casamento finalizasse naquele momento, eu já tinha “a foto” que eles haviam me pedido. A foto expressa muita devoção e, como eu disse, todas as fotos passam um pouco de mim. Fé e Alegria são os meus fortes e, sempre que possível, incluo isso em meus retratos.

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Hick Duarte

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Escolhi 3 fotos que simbolizam 3 momentos muito importantes de 2015 pra mim. A primeira é da minha série “YOUTH”, que acabou virando exposição e segue rolando em São Paulo até o dia 24 de dezembro. O meu trabalho autoral preferido do ano: livre, documental e verdadeiro com todo mundo que se envolveu. A segunda é do evento Heineken Glass Room “Lights Edition” e é especial pra mim justamente por ser de um projeto em que assumi várias outras funções (a de fotógrafo foi secundária). Fizemos a direção criativa desse evento no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba, criando todas as instalações artísticas do espaço. Foi também o primeiro projeto assinado pelo Haze Studio, um dos meus focos de trabalho para 2016. A terceira é da performance “Corpo Ruindo”, da artista Paula Garcia, que fez parte da exposição “Terra Comunal” da Marina Abramovic no Brasil. Esse projeto aconteceu por dois meses, tempo em que integrei o time do Marina Abramovic Institute documentando todas as ações da própria Marina e de mais oito artistas convidados para uma residência no Sesc Pompéia, em São Paulo. Documentar o “Terra Comunal” foi um verdadeiro aprendizado, que mudou a minha forma de lidar com arte na fotografia e em outros campos criativos”.

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Erika de Faria

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As minhas três melhores fotografias de 2015, na verdade não são fotografias individuais e sim ensaios e editoriais, onde imagens juntas contam uma história, então, escolhi três imagens que representassem editoriais que fotografei esse ano e que para mim foram os melhores em questão de conceito, produção, trabalho de cores, luz natural sempre misturada à artificial, direção, etc.

Nesse ano sinto que meu trabalho mudou um pouco de figura, mudei minha concepção na construção das minhas imagens, hoje penso primeiro em contar uma história e no universo que pretendo construir e de que forma posso atingir esse objetivo, e somente depois penso em técnicas, equipamentos, etc.

O bacana é que o mercado, aos poucos, está caminhando para isso, hoje ele quer encantar os clientes e espectadores com histórias e conceitos, e a venda é consequência dessa identificação do público.
É necessário voltar sempre às nossas raízes, lembrar do que nos move, o que nos emociona, e é urgente que nos preocupemos em encantar as pessoas com nosso trabalho e não somente fazer algo comercialmente “perfeito”, que disso o mundo já está cheio.

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Ricardo Diamante

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2015 foi um ano Incrível para meu trabalho. Cada uma destas fotos representou um momento de salto na minha vida de fotógrafo. Trabalho com mulheres que nunca fotografaram antes e com lindas modelos também, mas o mais fascinante destas fotos foi o desejo que se criou em outras meninas de estarem no meu projeto “In My Place”, onde fotografo as mulheres, nas casas delas, de forma sensual, casual e leve. O @photodiamante cresceu muito em 2015 e para 2016 tem muita coisa nova.

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Jhonatas Silva

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Esse ano foi o ano que mais fotografei, mas por incrível que pareça é fácil escolher… têm algumas fotos que conquistam a gente de uma forma peculiar. Elas marcam e quando as vejo de novo hoje é como se conseguisse me teletransportar para aquele dia e sorrir do mesmo jeito.

Essa foi uma das primeiras fotos que tirei com minha 35mm e foi uma ocasião muito especial, porque encontrei uma grande amiga, que como boa parte dos fotógrafos que conheço,  também conheci no Flickr. Nos vemos bem raramente algo como uma vez por ano, mas  estamos sempre mantando contato e foi muito especial dividir aquele momento com ela,  mostrando alguns pontos de São Paulo e fotografando.

Essa foi uma das primeiras fotos que tirei com minha 35mm e foi uma ocasião muito especial,porque encontrei uma grande amiga, que como boa parte dos fotógrafos que conheço, também conheci no Flickr. Nos vemos bem raramente algo como uma vez por ano, mas estamos sempre mantando contato e foi muito especial dividir aquele momento com ela, mostrando alguns pontos de São Paulo e fotografando.

 

Essa foi a foto que mais gostei de ter feito, não é mais bonita, mas é o fim de um projeto que criei com muito carinho, estava passando ainda por muita coisa emocionalmente, mas sentia que de alguma forma terminando esse projeto faria tudo se encaixar no seu devido lugar. Não foi tão instantâneo, mas engraçado como hoje parece algo distante. Ou tenho tantos problemas novos que os antigos não fazem mais sentido.

Essa foi a foto que mais gostei de ter feito, não é mais bonita, mas é o fim de um projeto que criei com muito carinho, estava passando ainda por muita coisa emocionalmente, mas sentia que de alguma forma terminando esse projeto faria tudo se encaixar no seu devido lugar. Não foi tão instantâneo, mas engraçado como hoje parece algo distante. Ou tenho tantos problemas novos que os antigos não fazem mais sentido.

 

Mas essa é minha foto preferida de 2015! Eu não tinha muita ideia do que criar, só queria ir no Festival das Cerejeiras fotografar preferencialmente com uma menina. As coisas não saíram exatamente como planejado, mas isso só fez elas ficarem melhores ainda. Não só uma foto que gosto muito, mas foram uns dos dias mais especiais para mim nos últimos tempos. Vou sempre esboçar sorrisos quando ver  essa foto.[/caption]





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Luciana Faria

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2015 foi um ano muito especial em diversos sentidos. Fotograficamente falando, mais ainda. Foi um ano de muito trabalho, amadurecimento, e novas experiências.

Entre o que mais gostei, com certeza está a possibilidade de inserir mais da identidade que busco nesses trabalhos. De não seguir um briefing apenas, mas de unir o que clientes precisavam com o que eu tinha vontade de fazer. É muito satisfatório, principalmente quando não se tem tempo livre suficiente para investir em projetos pessoais.

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Lívia Fernandes

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Seja você fotógrafo profissional, hobbista ou instagrammer, a verdadade é uma só: escolher as próprias fotos é um desafio muito sofrido e, como manda a tradição, faço questão de participar da lista e compartilhar a dor da curadoria ao lado dos meus amigos.

É só Dezembro chegar que a gente se pega falando “nossa! como esse ano passou voando!”, mas ao rever a sua produção fotográfica ao longo de 12 meses a retrospectiva vem a todo vapor na sua memória: você se lembra de cada dificuldade, de cada improviso… você se culpa por aquele dia que esqueceu o cartão de memória pra trás, que esqueceu de carregar a bateria extra, que esqueceu de conferir se não ia mesmo chover no dia daquele ensaio externo… e choveu! Avaliar o próprio trabalho em busca das suas melhores fotos de um ano todo é, muitas vezes, descobrir onde você conseguiu se superar mesmo no meio de todos esses contratempos que a fotografia, a arte e a vida nos fazem conhecer.

Pensando nisso, escolhi como minhas 3 melhores fotos de 2015, 3 imagens totalmente diferentes de tudo que eu já havia feito antes na minha história (predominantemente externa) com a fotografia. Feitas no mesmo lugar, com o mesmo equipamento e sob a mesma luz, as fotos mostram meninas diferentes em histórias parecidas. Mas, pra mim, a lição que fica dessa escolha é uma só: dá pra fazer muito com pouco e dá pra sempre fazer mais.

Boas fotos, 2016!

Publique suas melhores fotos de 2015 no instagram com a tag #2015em3fotos e nos ajude a aumentar essa galeria! :)

Relembre as listas de 2013 e 2014.

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