Quando o assunto é fotografia de palco as chances de acertar ou errar caminham lado a lado. É preciso ter domínio, é preciso ter sorte e é preciso ter presença em cima do palco e atrás das lentes. Alguém que entende muito bem disso (ok, sou fã) e já é velho conhecido em terras Atelliê, é o fotógrafo Anderson Silva, que abre seu arquivo de fotos para a Galeria Atelliê e conta como foi a experiência de fotografar duas vezes a banda alemã Scorpions.

 

Scorpions — por Anderson Silva.

 

 

 

Eu que conheço Scorpions, como a maioria conhece, devido os hits “Still Love You”, “Wind Of Change”, “Rock You Like a Hurricane” e algumas outras baladas tive a oportunidade de assistir pela primeira vez ao show deles, em 2008, no Recife.

Fui com alguns amigos fãs da banda, numa excursão. Ia ser a gravação do DVD “Humanity Eletro Acústico”, que estava rolando pelos shows da época e, para não perder o costume, levei a câmera, mas me arrependi assim que cheguei ao local: Cerca de 25 mil pessoas no Chevrolet Hall. Fazer as fotos do meio da multidão ia dar muito trabalho, e deu… então, me preocupei em curtir o show, meu foco inicial, e ia registrando o que era possível, sem preocupar muito com a concepção ou ângulo. No fim das contas, curti ambos, as fotos e o show, que foi lindo.

Passado 2 anos, fui chamado para trabalhar num festival na minha cidade (João Pessoa/PB), que pretendia incluir a cidade no circuito de grandes shows e festivais do Brasil, o SUNROCK MUSIC FESTIVAL.Várias bandas de nome nacional e mundial do rock e metal, como Matanza, Cachorro Grande, Sepultura e, mais uma vez, Scorpions. Mega estrutura dentro de umestádio de futebol, coisa dificil de se ver por estes lados aqui, viu?! Foram 4 dias trabalhando sem parar desde a montagem do palco, instalação de piso no gramado, fotos dos fãs na porta do estádio até a ida no aeroporto para recepcionar o Scorpions. Eram 2 dias de shows e muita coisa a fazer.

Quando vai chegando perto do show, a sensação é estranha e boa ao mesmo tempo. Acontece um misto de euforia e agonia, querendo fotografar tudo e foi isso o que fiz. Fotografei e curti cada momento do show dos caras. Presença de palco eles têm de sobra, sabem interagir com o público e isso deixa qualquer show muito melhor. Eu intercalei fotos da área de imprensa e do público, da correria, do papo com os amigos presentes no show. Curtir também faz parte ou então o trabalho todo fica muito mecânico. O resultado é esse que podem ver, mas como todo fotógrafo crítico, sempre penso que poderia ter feito melhor ou que deixei de capturar algo, mas sem dúvida, fotografar a banda pela segunda vez teve um gosto especial, pois foi na minha cidade, num estádio e durante foi o último tour desta banda, com grandes 46 anos de estrada.

xx

 

Arrebenta, né, Atelliê? :)

 

 

 

Dê sua opinião!