Olá mais uma vez, Lomographos! Espero que vocês tenham tido uma ótima semana, pois já chegou o dia de conversarmos um pouco mais sobre a nossa LomoMania!
O nosso assunto hoje é a câmera Fisheye. Como eu já contei pra vocês, eu moro em São Paulo e, como na quarta-feira foi o feriado do aniversário de Sampa, viajei pro sítio de uma amiga e levei — além de mais amigos — uma Fisheye 2 e um filme Tungsten ISO 64!
A Fisheye é uma câmera que atrai muita gente por conta daquele efeito redondo que, quanto mais perto você chega do assunto, você pode até ter um resultado deformado — ao contrário da La Sardina, que afasta o motivo, lembram?


Bom, a verdade é que existem dois tipos de Fisheye. E precisamos entender de uma vez esta diferença:
Fisheye 1: vem com flash acoplado e é bem automática… você só vai tirar a foto e pronto!
Fisheye 2: este modelo, além do flash acoplado, tem um visor (que, apesar da super margem de erro, serve para te garantir uma visão do que ‘mais ou menos’ vai ser a sua foto) e algumas outras propriedades muito interessantes. Por exemplo, este visor, na verdade, é uma sapata universal e então você pode acoplar qualquer tipo de flash ali. Outra qualidade bacana da Fisheye 2 é a possibilidade de brincar com múltipla exposição ou com modo Bulb, que te permite uma longa exposição determinada pelo tempo que você fica ‘segurando’ o botão do disparador. Soltou, a cortina do obturador fecha!
Como eu disse na semana passada, eu trabalho na Lomography aqui em São Paulo, e confesso que eu sempre aconselho meus clientes a levarem de uma vez a Fisheye 2. Além de ter todos estes recursos extras, também existe uma caixa subaquática especial pra ela! (e olha que só existem essas caixas para este modelo e para Lomo LCA, então porque não aproveitar?!)
Já contei ali em cima que o filme que usei para fotografar as imagens que ilustram este post, foi o Lomography Tungsten 64 e ele é um filmezinho bem delicado de lidar. Como o ISO dele é muito baixo, o indicado é sempre céu aberto com sol, mas tem momentos que nesta situação ele também pode estourar — como vocês podem ver em algumas fotos aqui.
Foi a primeira vez que eu usei esse filme, exclusivamente pra mostrar pra contar aqui no Atelliê Fotografia e eu gostei bastante do efeito, mesmo sofrendo um pouco ao ver tantas imagens assim estouradas.
Este é o único filme da Lomography que dá esse efeito meio rosa, meio roxo e como ele é um filme Chromo, também temos a opção de pedir ao laboratório que revele em processo cruzado e assim, temos um resultado mais contrastado.
Estas minhas fotos, foram reveladas em negativo e, já me explico pra você que está perdido: Estes filmes convencionais que encontramos nas lojas tradicionais de fotografias (e até em supermercados e lojas de conveniência), são filmes negativos. As cores são as inversas das que seriam originais (e das que vemos nas fotos), por isso ele é chamado de negativo. O Chromo, é um filme positivo e quando revelado no processo ‘normal’ as ‘cores reais’ (iguais as que aparecem na foto) já aparecem na tira do negativo. O processo de revelação do Chromo é diferente do processo ‘tradicional’ então é bom ficar esperto. Tem laboratórios que não revelam este tipo de filme, ou também, assim como os filmes PB, demoram um pouco mais para ficarem prontos. É sempre bom avisar conversar no laboratório e avisar qual tipo de filme você está entregando para revelação, para não acontecer nenhum imprevisto!

Exemplo da tira de 'negativo positivo' Chromo.
Espero que vocês estejam gostando das dicas da nossa coluna LomoMania e espero ver as dúvidas (ou os elogios!) de vocês nos comentários aqui embaixo!
Não esqueçam de mostrar também pra gente o que vocês têm fotografado com as suas Lomos! Assim que pegarem um pacote novo do laboratório joga lá na nossa fanpage do Facebook, ok?!






Aproveitem o final de semana para praticar a sua LomoMania e nos vemos na semana que vem!






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