Quando conheci a Lomographia, há mais ou menos dois anos, foi um amor à primeira vista! Eu me apaixonei por tudo que eu via ali, desde as cores das fotos, o design das câmeras e a magia, digamos assim, da ansiedade de ter que ir ao laboratório esperar pelas fotos revelarem. Com o resultado em mãos, por mais que algum tom tenha saído diferente do esperado (sim, a vício que aprendemos com o digital de programar, produzir e pós produzir tudo) mesmo assim é legal e encantador.

Durante todo esse tempo, minha paixão foi crescendo e eu fui me percebendo cada vez mais seduzida por todo este universo, até que algo muito legal aconteceu: no final do ano passado, comecei a trabalhar na própria Lomography — lá na Rua Augusta aqui em São Paulo — e tem sido uma experiência muito bacana! Pessoas que aparecem perguntando se as câmeras são descartáveis, se são de brinquedo, bem como outras pessoas pra lá de viciadas em lomographia que quase choram porque o filme Chromo acabou.

E a partir de hoje, convido vocês para uma conversa semanal aqui no Atelliê Fotografia sobre tudo o que eu tenho aprendido nestes dois anos de namoro com a lomographia. Espero poder ajudar vocês com algumas dicas sobre câmeras, filmes e curiosidades sobre este mundinho.

La Sardina

Hoje vamos conversar sobre esta câmera que é uma grande-angular — ela trás uma noção de profundidade às fotos. Ao contrário da FishEye, que ‘aproxima’ o assunto, a La Sardina dá uma ‘afastastada’.

Existem várias opções de modelo (divertidíssimos) desta bonitinha! E além dos designs diferentes, algumas já vem também com flash (e filtros! tem um branco, um rosa, um azul e um amarelo acoplados).  Mas, nada impede que você possa também adquirir depois, de acordo com a sua necessidade, o flash separado se você já tiver o modelo ‘simples’.

Uma curiosidade da La Sardina é o ‘defeito’ que muita gente acredita que ela apresenta. Se a lente não estiver posicionada corretamente a câmera não clica de jeito nenhum! A dica é simples: é preciso abrir a lente, puxar e girar no sentido horário até travar. Se não travar, não vai disparar!

As fotos que ilustram este post, foram clicadas com o filme ISO 800 da Lomo. Ele é um color negative ‘normal’, ou seja, com uma leve saturação lomo. É legal, ele aguenta bem dias nublados (até sem flash!) e também apresenta bons resultados à noite com flash. Só é preciso se ligar no caso de dias com MUITO sol: como o ISO dele é alto, ele pode estourar (eu mesma perdi 4 fotos neste filme por conta do sol) ou então a foto pode ficar muito granulada — apesar que tem gente que adora esse efeito, não é mesmo?

Até a próxima, Atelliê!

 

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