“Em uma época em que poses em frente o espelho se proliferam pela Web, vale a pena a gente pensar um pouco o que significa exibir a própria cara à tapa em suas obras.”
A citação acima foi tirada da nossa coluna “Em Quadros” daquele dia em que aprendemos o quanto ser o modelo das suas próprias fotos e criações pode colaborar para o melhor desenvolvimento da sua arte e da sua inspiração (e se você perdeu ou não se lembra dessa aula, pode revisar tudo neste link).
E foi seguindo essa dica que descobri algo que também pode ajudar bastante na sua evolução artística quando o assunto é se entregar em poses para seus autorretratos: Um Controle amigo Remoto.
Já contei para vocês em outra situação o quanto trabalhar contando somente com o timer pode ser um risco para seu equipamento e para o bem da sua composição, então há mais ou menos 6 meses resolvi me presentear com esta ferramenta que, confesso, é de grande valia para quem quer brincar sozinho e ‘fotografar-se a si mesmo’.
E as utilidades dos pequeninos não ficam só entre os fotógrafos & modelos de si. É importante lembrar que os controles são muito úteis também para quem trabalha com fotografia macro, exposições mais demoradas, ou qualquer outra situação onde uma simples esbarradinha no disparador pode comprometer a qualidade da sua imagem final. E se eu puder oferecer apenas uma dica para o bem das suas fotos a dica seria esta: Controles e timers fazem uma dupla imbatível, confiem em mim!
Os controles podem ser comprados pela internet por preços e modelos que variam bastante e a dica é se ligar no modelo da sua câmera e no controle (ou disparador) que melhor atender às suas necessidades ou ao seu bolso, bem como abrir os olhos com vendedores e lojas que acham que controles são feitos de ouro e pedem um preço pra lá de salgado pelos mesmos. Portanto, caprichem na pesquisa antes de fechar a compra, ok?!
Munidos de um controle remoto, basta recarregar suas baterias e arranjar a sua locação fantástica (ou até mesmo um set improvisado) para partir para a brincadeira de de focar-posar-clicar (levantar pra conferir, voltar para a pose inicial e focar-posar-clicar) em um ciclo sem fim pra lá de divertido e construtivo para quem adora ouvir um obturador clicando.
Puro egocentrismo e carência de modelos? Não, não: um prato cheio (e interminável) para exercitar iluminação e truques de manipulação e edição com Photoshop, Lightroom e softwares do gênero, acredite!
Dá só uma olhada no que eu venho fazendo desde que comprei o meu brinquedinho:
“…fazer parte da obra pode ser visto como um exercício de auto-estima.
Porém, é ainda doar-se em favor da própria arte, ter no próprio corpo parte do meio em que se propaga a mensagem, algo como no teatro, dança e canto em que o artista carrega em si aquilo que vamos consumir.”
E a brincadeira ainda dá para ser extendida também à animais de estimação fotogênicos ou namorados bondosos que tenham paciência suficiente pra esperar todo o ciclo enquadrar-focar-correr-posar-disparar-correr-conferir-voltar. ♥ .







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