Com a chegada triunfal da (facílima) fotografia digital, as recordações de família têm adquirido uma nova configuração: Os álbuns que entulhavam gavetas e caixas de fotografia, se transformam cada dia mais em HDs externos, pastas virtuais e inúmeros labirintos de dimensões de pixels.
No “tempo das vovós”, um fotógrafo com um baita equipamento era contratado para fazer uma única foto da família toda reunida, penteada e bem vestida. Essa foto, bem como os membros que sorriam nela, iria sofrer os efeitos do tempo descascando pendurada em sépia em uma parede até que, décadas depois, um pai apontaria seu dedo para aquela imagem dizendo sorridente à sua criança: “papai também já foi pequenininho igual você, olha!”. Graças à popularização dos gadgets — sobre a qual já lemos neste capítulo da coluna Em Quadros — que disparam fotos, os retratos de família atualmente são feitos com uma câmera portátil (ou um celular) em cada um dos inúmeros churrascões de família que acontecem. Totalizando uma média de 200 fotos por festinha, os arquivos com sorrisos mal programados ou autorretratos de braços esticados vão para uma pasta aleatória do PC que — só o acaso sabe — quando serão revisitadas e a quem (se é que um dia) serão mostradas.
A fim de valorizar a Fotografia Impressa, gostaria de convidar a todos para um debate que começa hoje e continua em mais alguns artigos nas próximas semanas percorrendo tópicos como emoção, qualidade de impressão, técnicas, dúvidas e ideias de como arquivar as suas imagens com personalidade, e não em frios e impessoais pixels!
Vambora!

Sobre errar e acertar:
A primeira razão para ter suas melhores fotos impressas é, claro, exibi-las.
Aquela imagem que você vê no monitor e não consegue conter o orgulho que na sua cabeça grita “eu que fiz”, deve ficar muito mais bonita em um porta-retratos ou em uma bela moldura na parede.
Não ficou?
Algo precisa ser aperfeiçoado na sua técnica e prática. Manusear uma foto em suas mãos, observar a mesma por ângulos diferentes e iluminações diferentes é algo que apenas uma cópia impressa pode lhe proporcionar e esta experiência vai, com certeza, te ajudar a desenvolver melhor suas habilidades com o manuseio da câmera ou, se for o caso, com a manipulação da imagem.

Algumas das minhas impressões espalhadas pelos cantos da casa.
Fotografia Impressa sobrevive à tecnologia!
Você se lembra a última vez que viu suas memórias de infância gravadas pelos seus pais em VHS? A tecnologia caminha a passos largos e eu posso afirmar que em pouquíssimo tempo nossos métodos de arquivar imagens também vão se tornar antiquados e de difícil acesso.
Ao imprimir suas imagens e armazená-las em álbuns de fotografias (ou fotolivros, assunto para a próxima semana) você estará assegurando que inúmeras gerações futuras vão se divertir com essas imagens. E você também! Vai ser interessante rever a sua moda, seus amigos e, principalmente, seus estilos de cabelo em algumas décadas!

Fotografia digitalizada do nosso amigo, o fotógrafo e colunista do Atelliê, Roberto Guglielmo.
Fotografia é Presente!
O Natal está chegando, datas comemorativas vão e vem (assim como o nosso dinheirinho) e às vezes as ideias — e a grana — aparecem verdadeiramente escassas. Presenteie com foto!
Comprar um belo porta-retrato com a foto da pessoa que você quer presentear, alguém que lhe seja querido, o novo bebê da família ou até mesmo um bonito clique que você tenha feito de uma flor, uma estrada ou um pôr-do-sol é um presente pra lá de carinhoso!
Distribuir fotos impressas para desconhecidos e amigos virtuais também é algo que vem ganhando popularidade na Internet. Já não foi a primeira vez que ‘ouvi’ pessoas em fóruns da rede incentivando o costume de abandonar fotos 10×15 assinadas em livros de biblioteca como um presente para quem alugar o livro da próxima vez.
Os varais de fotografia, como aqueles promovidos pela turma do Foto Escambo, também são formas legais de incentivar a troca de imagens impressas. As imagens, doadas por profissionais, formam um banco de reserva e servem para atrair os colaboradores e alimentar sistematicamente a troca, na qual os participantes escolhem uma foto em exposição e troca pela sua. A autoria dos trabalhos é secreta e revelada após a “brincadeira” (bem séria e bonita, na verdade) funcionando quase como um Amigo Secreto de inspirações e imagens a serem guardadas para a vida toda!

Varal do Escambo no FestFotoPoA. (Foto: Anderson Astor)
Nós, que viemos do Flickr, estamos acostumados a ver por lá as ações Print Giveaway! onde os usuários distribuem suas imagens à outros membros depois que certo número de seguidores é alcançado, ou quando estes desempenham alguma tarefa estabelecida (que pode ser responder uma pergunta, participar de alguma promoção, se tornar um follower no twitter…)
Eu, depois de 5 anos vendo isso acontecer no Flickr, resolvi fazer a minha primeira Print Giveaway! Vejamos como vai ser esta experiência.
Continuamos este bate-papo na próxima semana!
livia@atelliefotografia.com.br


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